segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Covardia (Davi Salles)

Como pode um homem despetalar uma flor
Agredir alguém que outrora tanto te amou
Alguém que os frutos desse encontro
No seu ventre gerou
Deu-te tesouros daqueles que valem e representam
Mais a que toda a riqueza que um rei em sua dinastia acumulou
Como pode um homem assim se expor assumir
Que é desprovido de amor próprio sua incapacidade
De enxergar que tudo foi despedaçado
pelos seus atos que o cristal
Fora quebrado não tem remédio jamais será restaurado
os seus atos de violência e selvageria
Só iram denegrir sua imagem diante dos olhos
Daqueles que algum sentimento por ti nutria
Esta assumindo assim a sua falta de coragem
insensível não tem discernimento pra saber que o encanto e o respeito
A alavanca para se desejar alguém no seu leito
Que a conquista tem que perdurar no dia a dia
Que se prende com laços de ternura
Quando se liberta Da posse de espírito do ciúme
E dessa loucura
A naturalidade de um beijo de um olhar carinhoso
Vem de dentro da alma é como uma brisa que vem
Acariciar nossas faces no final de tarde calma
Não como uma tapa que esbofeteia e arde
e tão logo essa mulher te odeia
Numa mulher não se toca se não for com carinho com delicadeza
pois ela é obra prima da natureza
Encanta-nos e nos motiva são admiráveis em suas realezas qque são muitas imenssuraveis você não é homem tenha certeza

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como segurar (Davi Salles)

Como segurar (Davi Salles)

Como segurar uma lagrima depois que ela evapora
Um amor depois que ele vai embora
Como calar o pranto na garganta
Ou desfazer um beijo que alguém que ama tanto
O choro de uma criança ou a maturidade
Quando a idade avança agente envelhece
E o corpo padece se cansa
A chuva inusitada de uma tarde de verão
Quem poderá algemar o medo
O ímpeto e a violência de uma paixão
Domar sua intensidade o resultado a soma
Decifrar o seu genoma o mistério essa redoma
Como impedir a lua de vencer a noite e iluminar a escuridão
Quem pode controlar a fúria de um vulcão quando
É chegada à hora da fadada erupção
A dor do parto quando anunciada contração
Ou a retomada de um talento
O resgate de um sentimento restaurar-se fragmentos
Resgata-se sofrimentos, mas também amadurecimento
A magia i de um instrumento que arrepia o corpo a pele e a alma se vicia
Atravessa seus ouvidos e o cérebro te denuncia
A uma cadeia uma engrenagem ate chegar numa viagem um absinto que entorpece são poucos e a merecem vivem escutam e conhecem aprendem e jamais se esquecem