terça-feira, 12 de abril de 2011

Exílio do prazer (Davi Salles)

Exílio do Prazer

Acabou quando conheci você
Para quê questionarmos o motivo de termos nos encontrado?
Se amanhã nem sabemos se estaremos acordados
Respirando, nos procurando...
Cada segundo é para ser devidamente degustado, vivido ao extremo
Naqueles momentos que, ao te ver, eu tremo.
Não fora obra do acaso, tudo tem um ciclo a ser cumprido
Determinado pelo senhor destino
Como um roteiro cinematográfico à espera dos personagens, dos protagonistas
Sempre se renasce como a fênix, das cinzas para as labaredas, para um novo molde
Outra anatomia para adotarmos novas filosofias,
Associarmo-nos a novas companhias, nos misturarmos e desfrutarmos de outras energias
Mesmo que os mundos sejam antagônicos, diferentes...
Que graça teria se fosse tudo tão previsível, normal, banal
Não me interessa a cronologia que nos separa, se está liberta de preconceitos
Não vejo o peso da diferença quando me afogo nos seus beijos
Quando estou em sua presença, não é ela que determina a sua falta
ou o vácuo da sua ausência
Quando te tomo e te domo do meu jeito, e me encaixo invadindo seu ventre
Quando lambuzo seu sexo e te levo ao céu bebendo seu néctar com gosto de mel
E ouço os gemidos, seus olhos que brilham, sua boca saliva molhada
Respiração disparada, depois de um retiro de abandono do prazer
Eu venho do nada e provoco, atiço e desfaço e amo você.
Lanço um feitiço e agora nisso voltastes a viver, a latejar, a acordar motivada a ser mulher
Plenamente, quente, fervorosamente loba, atraente...
Visivelmente mudada, notada dormindo e acordando de roupa molhada
Postado por Davi Salles às 07:39 0 comentários
segunda-feira, 11 de abril de 2011

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