quinta-feira, 3 de março de 2011

Vagando (Da vi Salles )

Vagando na rua, pensando porque insisto em amar um alguém
Que tem me ferido, já não está comigo
Só eu, o orvalho, os gatos sem dono
Os filhos do mundo. Num profundo abandono
Vulgos vagabundos. Exclusos da vida do ciclo normal
O conviver social a eles, o nada ou o tudo de mal
Solidão. Vícios, desalento total
Carência, falência, ausência cerebral

Diante do quadro, minimizo o meu prejuízo
Dimensiono tudo que a mim foi ofertado
Sou um abençoado e quase não agradeço
Será que mereço?
A minha cama quente, os perfeitos dentes
Meus entes parentes, essa alegria latente

Colegas, amigos, meus pais ,meu filho, meus irmãos queridos
O meu constante sorriso, minha casa, meu abrigo
A roupa lavada, cheirosa, passada, a minha saúde
Meu talento, o meu alaúde, minha referência, sanidade
Minha aparência, meu estado agora de sanidade e consciência

No meios dos loucos, drogados, mendigos
Percebo o outro lado, como sou afortunado, valorizado
Como sou feliz, não fui rejeitado, nem abandonado
Só apaixonado por quem não me quis
Mais isso já é passado, é pagina virada

Mais o meu dilema já não é mais problema
Insignificante, ficou longe distante
Despertei, estou sóbrio,
Viva a lucidez! Pulei a fogueira
Quem perdeu foi ela, muito mais que eu
Me dei por inteiro, não pela metade, sei sinto saudades
Era amor de verdade,

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