quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vagando (Davi Salles )

Vagando (Davi Salles )



Vagando na rua , o pensamento vivo
em quem já não esta comigo
Só eu e o orvalho, os gatos sem dono
os filhos do mundo. No abandono profundo
Vulgos vagabundos. exclusos da mídia do ciclo normal
Conviver social, a eles o nada, e o tudo de mal,
a Solidão .o vicio dependência fatal
Carência, falência, Ausência cerebral

Diante do quadro, agora valorizo o meu prejuízo
dimensiono todo meu preço que Amim ´e destinado
sou abençoado e quase não agradeço
a minha cama quente ,os perfeitos dentes. meus entes parentes
Colegas amigos , meus pais ,meu filho meus irmão queridos
o constante sorriso, minha casa meu abrigo
A roupa lavada ,cheirosa, passada, a minha saúde
Meu talento o meu alaúde minha, referencia minha sanidade consciência Minha aparência meu estado agora

No meios dos loucos drogados , mendigos
Vejo outro lado, como sou dotado e valorizado
Como sou feliz não fui rejeitado nem abandonado. só apaixonado por quem não me quis mais isso é passado
Juro ate pensei em fazer uma asneira, mais o meu dilema já não é mais problema ,insignificante, ficou longe distante, dos que agora vejo
Despertei, estou sóbrio, viva a lucidez vejo outra maneira
Quem perdeu foi ela muito mais que eu
me dei por inteiro, não pela metade, sei sinto saudades
mais tenho Meu brio, tenho amor por mim, pena ser assim ser tão complicada a mulher amada se afastou de mim

E eu que estava vagando, me martirizando por um amor que jaz
Algo que morreu, a miséria alheia dos irmãos da vida me fez enxergar que agora eu sou muito mais eu
Que minha agonia, era um grão de areia, nada comparado a essas noites frias
Sem um pão,sem leito , sem mesa e alegria ou ceia

Volto pro meu ninho, crente ,renovado ,muito mais humano
Muito mais, cristão firme em minha fé
Homem que é homem pode ate chorar pedir pra voltar
Se ferir nos espinhos por uma mulher
Que só tem orgulho, que só faz barulho
Que só desconfia, de cabaça cheia , cabeça vazia , porra que agonia

Já não tem concerto, já que não aceita , nossas diferenças
Perdeu a decência, tanto preconceito, fez perder meu peito
Então paciência ,Meu abraço terno, o meu beijo ardente
Não terás mais não ,vou buscar quem queira uma relação de tranqüilidade Vou abrir as portas do meu coração

Nenhum comentário:

Postar um comentário